erros mais comuns ao falar inglês

8 erros mais comuns ao falar inglês

Não tem como fugir: é bem diferente falar inglês quando se é um nativo (aquele tipo de pessoa que já nasce com uma imersão na língua) ou quando você aprende depois de algum tempo. Por melhor que você se comunique, sempre acaba cometendo pequenos deslizes que fazem toda diferença.

Sejamos francos: dominar um segundo idioma não é tarefa fácil! Vez ou outra acabamos deslizando em alguns pontos e passando por alguns tipos de constrangimento – isso quando não viramos piada no meio de algumas pessoas que falam com fluência (o que pode ser um pouco chato).

Pensando nisso, criamos uma postagem completa com os erros mais comuns ao falar inglês. É bem provável que você já tenha caído em um ou outro destes erros, mas nada de desespero nesse momento. Nosso objetivo é fazer com que você trate essa situação com naturalidade e entenda que errar faz parte do processo. Vamos juntos em mais uma aventura?

Antes de começar, perca o medo de errar

Antes de partir diretamente para os erros mais comuns ao falar inglês, é muito importante desmistificar alguns pontos. Algumas pessoas acham que errar é vergonhoso. Acham também sinal de que você não domina o idioma como deveria – o que é verdade, ao menos em partes.

Ainda assim, esse sentimento pode ser uma verdadeira prisão. O temor de falar algo errado faz com que muitos alunos não arrisquem. Por consequência, acabam perdendo boas oportunidades de desenvolvimento. Entenda que avançar nos conhecimentos de uma nova língua envolve o risco. Só assim é possível testar novas habilidades e realmente aprender um novo idioma.

Por outro lado, nada de ficar com aquele pensamento passivo de que pode errar para sempre e tudo bem. O ideal é errar e aprender com cada erro, deixando-o para trás e atingindo um patamar mais alto de conhecimentos. Portanto, depois de conhecer alguns dos erros mais comuns ao falar inglês aqui, fique atento para não cair nessas armadilhas outras vezes, hein?

Os erros mais comuns ao falar inglês

Bem, agora vamos listar quais deles estão no “TOP 8”, ou seja, alguns dos erros mais comuns ao falar inglês que os brasileiros comentem. Cola aí e descubra quais são eles!

  1. Confundir palavras parecidas

Convenhamos: algumas palavras podem ter a grafia e pronúncia bem parecidas, não é mesmo? Um dos exemplos mais clássicos é o “kitchen” e “chicken”. Enquanto um significa cozinha, outro é frango – mas muitas pessoas acabam se embolando nessa hora.

Como você deve imaginar, o inglês conta com várias outras palavras desse tipo. As pronúncias são tão parecidas que acabam representando uma pedra de tropeço. Entretanto, os significados são bem diferentes (o que pode acabar te colocando em uma situação um pouco constrangedora).

Outro exemplo comum é a confusão de beach, que significa praia, com bitch, que é cadela/vagabunda. A diferença é mínima, mas faz toda diferença! Por isso é bom ficar de olho na questão de grafia e pronúncia.

Lembre-se que existem situações em que é preciso alongar ou encurtar uma vogal. Esse detalhe é crucial na hora de transmitir o verdadeiro sentido da palavra.

Outras situações comuns: ear (orelha) e year (ano), word (palavra) e world (mundo), sheep (ovelha) e ship (navio). Motivos de sobra para ficar de olho e entender que precisa dominar esse aspecto com sutileza, certo?

Isso pode ser um pouco complicado para nós, afinal de contas, isso não acontece no caso do português. Por aqui, quando uma vogal é mais longa, não alteramos o significado de uma palavra, mas essa não é uma realidade para outras línguas, principalmente no caso do inglês.

  1. Achar que por serem parecidas, as palavras têm o mesmo significado

Pode até ser verdade que conseguimos entender o significado de algumas palavras em inglês por termos algumas bem parecidas em português. É o caso de simple, que significa simples em português. Entretanto, esse é um dos erros mais comuns ao falar inglês, afinal de contas, nem sempre essa regra funciona.

Um exemplo é a palavra pretend. Muitas pessoas associam que ela tem relação com “pretender”, mas, na verdade, ela significa “fingir”. Bem distinto, não é mesmo? Nesse caso, a palavra mais usada é o intend, pois ela sim tem o significado de pretender.

E tem mais: pretend está longe de ser a única palavra que pode facilitar o erro. Outro exemplo é costume, uma palavra que muitas pessoas associam com costume, mas significa fantasia. Para fechar, um último exemplo é contest, que significa competição e não tem nada a ver com contexto (como muitas pessoas pensam).

  1. Falhar na hora de pronunciar o “th”

Essa pode ser uma das maiores dificuldades que os brasileiros enfrentam, o que é muito natural, já que não temos essa sonorização nas nossas palavras. Embora não exista por aqui, o “th” é muito comum do caso do inglês e usado em muitas palavras, como think (pensar) e thank (agradecer). Isso significa que você vai ter que se esforçar para aprender!

Quem quer produzir o som corretamente precisa colocar a ponta da língua entre os dentes superiores. Pode parecer um pouco estranho em um primeiro momento, mas você acaba se acostumando com o movimento. É bom tomar cuidado para não “aportuguesar” a palavra e fazer o som de “F” ou “T”, pois isso simboliza que está seguindo o caminho errado.

Se você está pensando em comunicar algo como “I’m going to thank him” (Vou agradecê-lo) e faz a pronúncia com som de T, você acaba pronunciando “tank”, que significa afundar. Consegue perceber como o contexto fica bem diferente? No lugar de agradecer, você pode acabar comunicando que pretende afundar alguém – o que pode fazer com que você não seja compreendido.

  1. Usar a preposição errada nos tempos verbais

Já falei aqui no blog sobre a importância das preposições em inglês e algumas pegadinhas que elas envolvem. Elas são muito usadas nas conversações do dia e adia e podem ser ainda mais variadas que no português (por incrível que pareça).

Além disso, essas preposições ainda são usadas para compor muitos dos tempos frasais, uma estrutura que não existe em português e acaba dando um nó na cabeça de muitos brasileiros.

A mudança de um simples detalhe pode acabar criando outro significado para a expressão. Se você fala algo como “look out”, comunica algo como “ter cuidado”, enquanto o “look into” já significa verificar.

Outro exemplo é a troca do “make up” com o “make out”. Enquanto o primeiro significa inventar ou fazer as pazes, o segundo já expressa ficar no sentido de namorar. Outro caso em que a preposição pode dar sentido bem distinto.

Esse é um detalhe que exige muita atenção! Considere que existem muitas preposições, o que significa que você pode apostar em uma infinidade de combinações possíveis. Por isso, tenha muita atenção na hora de usar para não acabar caindo em uma situação complicada.

  1. Fazer a tradução diretamente do português

Traduzir de forma literal do português para o inglês pode ser um grande erro, afinal de contas, algumas construções feitas no Brasil não existem em outros países. Isso faz com que o texto acabe ficando truncado e algumas vezes até sem sentido.

Portanto, antes de sair falando como usualmente tratamos por aqui, é sempre bom checar se isso faz sentido no outro idioma e se você será compreendido da mesma maneira. Esse deslize é muito comum na hora de traduzir gírias e expressões idiomáticas. Se elas fazem sentido por aqui, não significa que farão em outros destinos.

Então abandone a ideia de chegar até um lugar falando “make beautiful” (fazer bonito), “break the branch” (quebrar o galho) ou até mesmo “stepped on the ball” (pisou na bola) e achar que elas farão sentido logo de cara. É preciso adaptar cada um desses pontos para os contextos, pois somente assim elas serão compreendidas.

  1. Achar que não precisa estudar sempre

Esse é outro ponto que pode acabar resultando num grande deslize. Depois de atingir um determinado nível de conhecimento, algumas pessoas acham que não precisam mais estudar ou se envolver com o idioma. Ledo engano!

Por mais que você saiba, vai sempre precisar estar em contato com a língua para não perder as habilidades que já adquiriu e até mesmo para se atualizar. As expressões idiomáticas podem surgir a todo momento, assim como as gírias, que seguem aparecendo e desaparecendo dependendo do tempo e contexto.

Então, nada de cair no engano que não precisa mais se movimentar ou que atingir um patamar alto demais. A língua é viva e segue se reinventando – por isso é bom sempre estar de olho e se mexendo também!

  1. Não dar atenção para a concordância verbal e de gênero

Muitas vezes, para nós brasileiros, fazer a concordância verbal acontece de forma praticamente automática – mas nem sempre é fácil fazer isso em outro idioma. Para começar, porque algumas das concordâncias que temos aqui nem mesmo existem no inglês.

Um ponto que merece atenção é o fato de os adjetivos não apresentarem versão no plural, como acontece no português. De forma praticamente automática, muitos brasileiros apenas aumentam o adjetivo em inglês, seguindo a mesma movimentação que já estamos acostumados por aqui.

Além disso, algumas vezes não sabemos se determinada palavra seria feminina ou masculina, o que dificulta na hora de fazer a concordância da forma correta. A melhor alternativa, nesse caso, é investir em uma memorização. Mas claro que isso não tem nada a ver com aquela “decoreba” que algumas pessoas faziam há alguns anos.

Leia textos, envolva-se com o idioma e acostume-se com a concordância verbal e de gênero. Como esse é um dos principais erros mais comuns ao falar inglês, nada melhor que se acostumar com as palavras, pois assim você já sabe o que ela é logo de cara. Lembre-se: por mais que existam regras, também temos muitas exceções.

  1. Aplicar uma entonação correta em caso de pergunta

Quem vai fazer uma pergunta em inglês precisa usar uma estrutura bem diferente. Como você já deve ter aprendido, o verbo acaba passando para a frente e reestruturando de maneira bem significativa. Mas esse não é o único ponto: é importante ter uma entonação diferente no caso de perguntas também!

A posição do verbo e seus auxiliares pode até fazer com que você seja compreendido, mas a entonação pode ser mais importante que a própria pergunta em si. Então não perca tempo e movimente-se para não perguntar algo como se estivesse afirmando.

Como lidar com a situação

Agora você já sabe quais são alguns dos erros mais comuns ao falar inglês. É bem provável que esteja se perguntando como se preparar para não cair em nenhuma dessas ciladas, certo? Bem, como adiantamos, o principal caminho é manter um contato frequente com o idioma.

Manter contato com a língua é a melhor maneira de se familiarizar com sua estrutura, processos e detalhes importantes. E tem mais: isso não é uma coisa que se aprende de uma hora para outra, mas envolve um esforço contínuo, portanto, mantenha-se motivado nessa trajetória.

Conforme você se acostuma com a língua, sem perceber começa a reconhecer os erros e lidar com cada um naturalmente. Você vai ver que o caminho é mais fácil que parece!

Agora você entende quais são os 8 erros mais comuns ao falar inglês. Portanto, tome os devidos cuidados e corra da cada um deles. Essa é mais uma maneira eficiente de turbinar o inglês com mais facilidade, afinal de contas, conhecer onde estão os “buracos” ainda é a melhor maneira de se desviar de cada um deles. Pode apostar: muitos nativos vão se surpreender com seu nível de conhecimento no idioma!

E você, conhece outros amigos que também precisam tomar os devidos cuidados? Então não perca tempo: compartilhe esse post nas redes sociais e ajude cada um deles também!

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