armadilhas para quem está estudando inglês

8 armadilhas para quem está estudando inglês – e como evitá-las

Aprender a falar uma nova língua não está entre as tarefas mais fáceis do mundo. Por mais que o inglês não esteja entre os idiomas mais difíceis, o início acaba sendo um pouco amedrontador. Natural, já que ainda não temos o domínio e essa é uma reação comum sempre que lidamos com o novo.

Seja no começo do processo de aprendizagem ou até depois de um tempo, é muito comum se deparar com as famosas armadilhas para quem está estudando inglês. Essas ciladas podem tornar o caminho um pouco mais difícil. No entanto, não é nada que não possa ser resolvido com força de vontade e resiliência.

Pensando nisso, listamos no post de hoje alguns desses principais erros e, claro, como agir para evitar essa dificuldade. Se você quer saber mais sobre isso, então não pode deixar de ler o texto até o final! Vamos juntos mais uma vez?

1. Traduzir do inglês para o português

Esse erro está, sem sombra de dúvidas, entre os mais comuns. Esse é um hábito comum de quem está começando a aprender o idioma. Porém, pode representar uma verdadeira cilada e acabar se arrastando por anos (o que não é nada bom). Isso porque adaptar cada palavra ao pé da letra pode acabar trazendo interpretações erradas e te colocar em situações constrangedoras.

É isso mesmo: a tradução mental pode até parecer um atalho ou uma facilidade, mas esse é um grande engano. Na verdade, essa é uma das principais armadilhas para quem está estudando inglês.

A situação pode ser um pouco pior quando tentamos traduzir frases brasileiras para o inglês ao pé da letra. Muitas dessas construções não fazem sentido nenhum fora de contexto. Então, abandone essa ideia de uma vez por todas!

No lugar disso, o melhor caminho a se seguir é tentar pensar em inglês. Essa não é uma prática comum para iniciantes, mas faz toda diferença! O grande segredo para fazer isso de forma consistente é aumentar o seu contato com a língua. Em outras palavras, você deve criar o ambiente de imersão que tanto defendo aqui no blog.

Explore as séries, filmes, músicas, aulas, podcasts e todas as maneiras que conseguir para desenvolver o seu nível de inglês. Você vai se surpreender sobre como seu cérebro vai virando uma chave e começa a naturalmente pensar no idioma também!

2. Achar que precisa fazer um intercâmbio ou então não aprende o idioma de verdade

Sou um verdadeiro fã dos intercâmbios. Sei que a oportunidade de ter uma vivência internacional traz ganhos que vão muito além da fluência em um outro idioma. As pessoas voltam transformadas depois de se depararem com outras culturas, conhecerem novas pessoas e aprenderem muita coisa diferente.

Ainda assim, essa não é uma garantia que seu inglês vai dar aquela turbinada que todo mundo sonha. Ou também que não é possível aprender o idioma morando aqui no Brasil mesmo. Acredite em mim: algumas pessoas moram em países em que o inglês é a língua oficial e caem na cilada de ficar convivendo apenas com brasileiros. E o pior: falando em português a todo momento.

Por isso, tenha em mente que para acelerar o inglês de verdade é preciso ter contato com pessoas que têm o idioma como língua nativa. Morar em um lugar em que isso acontece a todo momento pode sim facilitar, mas, como adiantei, não é uma regra.

Para lidar com essa situação, aproveite para praticar onde estiver e com o que tem ao seu alcance. Se for aqui no Brasil, por exemplo, então explore as plataformas de conversas em inglês e cerque-se de um contato próximo com a língua. Caso consiga complementar isso com a chance de um intercâmbio, então aproveite com tudo que tem direito e crie muitos relacionamentos estrangeiros.

3. Comparar sua trajetória com as de outras pessoas

Esse é um erro que vale para tudo na vida e não apenas para o aprendizado em inglês. Cada pessoa é única e isso significa que cada uma tem o seu próprio ritmo de vida e de aprendizagem. O importante aqui é ter claro que não existem regras, então fuja da cilada que as comparações podem representar.

É sempre muito bom dividir aprendizagens e técnicas com outras pessoas que estão aprendendo a mesma coisa que nós. Contudo, é bom tomar cuidado para que isso não traga nenhuma interferência para sua autoestima e o seu desenvolvimento pessoal. É isso mesmo: nada de ficar inseguro ou desmotivado ao perceber que alguém consegue evoluir com mais facilidade que você.

Para não ficar preso nisso, foque em si mesmo e na sua evolução de forma isolada. Perceba o que aprendeu e como progrediu, comparando-se sempre consigo mesmo. Lembre-se: essa é a sua trajetória! Pode até ser que algumas pessoas tenham mais facilidade, mas esse não deve ser um impeditivo para quem vai um pouco mais devagar.

4. Ter medo de errar e deixar de arriscar

Falar uma palavra errada ou ainda pronunciar de forma incorreta são coisas que fazem parte da vida de quem está aprendendo. Para lidar com isso com mais naturalidade, lembre-se sempre que o inglês não é o seu idioma nativo, então é natural que encontre algumas dificuldades desse tipo.

Por outro lado, é claro que ninguém gosta de perceber que errou ou ainda que não está sendo compreendido. Portanto, entenda que esse sentimento de insatisfação é comum, mas não seja dominado por ele.

É isso mesmo: esse não deve ser um motivo para desistir da língua ou não enxergar seus progressos, até mesmo porque essas “escorregadas” continuam acontecendo. Para isso, tenha em mente o famoso ditado popular: “Quem não arrisca, não petisca”. Isso significa que quem não tenta (mesmo errando), não se desenvolve.

Para vencer essa cilada, tenha em mente que você pode (e vai) cometer erros sim, mas esteja atento a cada um deles para continuar melhorando seus conhecimentos. É isso mesmo: é bem diferente achar que errar é comum e se acomodar ou ainda entender que errar faz parte da sua trajetória, mas correr atrás para que essa não seja uma realidade.

5. Ficar com vergonha do sotaque

Os países ao redor do mundo contam com sotaques diferentes e, em alguns casos, eles podem ser percebidos quando falamos outro idioma. Se você já foi aos Estados Unidos, por exemplo, basta pronunciar poucas palavras para eles perguntarem de onde você é (e em alguns casos até sabem que você é do Brasil). Impressionante a força do sotaque, né?

Essa realidade muda muito com o passar do tempo, pois o grande segredo para amenizar o sotaque é justamente a prática. Então, nada de ficar com vergonha, pois isso pode fazer com que você se trave e acabe tendo uma evolução mais lenta que teria normalmente.

Para combater esse desconforto, compromete-se a estudar muito. Seja o tipo de aluno engajado com a pronúncia, pois assim vai melhorando seu nível de fluência e, como consequência, de confiança. Uma boa dica é escutar personalidades internacionais que você admire e tentar imitar a forma como eles pronunciam. Vai por mim: seu sotaque vai melhorar rapidinho!

6. Acreditar que adultos não conseguem aprender inglês bem

Bom, pode ser verdade que as crianças tenham mais facilidade em aprender inglês que um adulto. Nada mais natural, já que a jovialidade ajuda muito em alguns aspectos. Vamos pensar juntos: os pequenos não têm medo de errar, ainda não aprenderam muita coisa (isso tudo sem contar que ainda não tem o sotaque como nós, adultos).

Basta ver uma pessoa mais nova para perceber como eles normalmente não têm medo de arriscar – mesmo que isso signifique alguns tombos e erros. Por outro lado, conforme o tempo passa e vamos ficando mais maduros percebemos que ficamos mais medrosos também.

Adquirimos um medo absurdo de cair, falar alguma coisa errada, passar vergonha e vários outros “fantasmas”. Mas isso tudo, no fundo, são verdadeiras bobagens. Portanto, no lugar de ficar preso a essa mentalidade que os adultos têm dificuldade em aprender, que tal se dedicar para valer e ver seu inglês deslanchar de verdade?

É isso mesmo: essa pode ser uma das principais armadilhas para quem está estudando inglês, mas você não precisa cair nela. Seja determinado, crie oportunidades e perceba que é possível sim se tornar uma pessoa fluente (independentemente da idade que está).

Deixar as desculpas de lado é o primeiro passo para ser o verdadeiro protagonista da sua história. Então, não caia nessa armadilha de incorporar “desculpinhas”. Corra atrás e veja que é possível SIM arrasar no inglês!

7. Achar que estudar na hora da aula é o suficiente

Conheço milhares de alunos que já caíram nessa cilada. Eles pensam que estar nas aulas é o bastante para aprender um novo idioma (e outras coisas). Bem, é verdade que você pode sim aprender e assimilar muitas coisas dessa maneira, mas os resultados podem ser ainda mais incríveis para aqueles que conseguem se comprometer por mais tempo.

Começar a se relacionar com um outro idioma, por exemplo, pode fazer com que sua cabeça fique cansada. Isso acontece principalmente no começo. Ainda assim, ter contato com a língua apenas durante as aulas pode fazer com que a relação fique chata e superficial (o que pode acabar desmotivando o aluno com o passar do tempo).

Para não ficar preso dessa forma, a melhor alternativa é estar em contato com o inglês o máximo de tempo que conseguir. E olha que essa não está entre as tarefas mais difíceis, já que estamos submetidos a uma forte influência da cultura americana. Basta parar um pouco para reparar como temos contato com o inglês em vários momentos do nosso dia.

Portanto, ao invés de se relacionar com o idioma de forma passiva, aproveite para tomar a frente e ter o máximo de contato que conseguir. Assim você consegue fazer com que o inglês seja uma parte natural do seu dia a dia. E você percebe também que fica bem mais fácil (e legal) aprender dessa maneira!

8. Focar em uma habilidade exclusiva

As pessoas que são verdadeiramente fluentes no idioma contam com 4 tipos de habilidades: Reading (leitura), listening (audição), writing (escrita) e speaking (fala). Já falei isso em outras postagens. Essa é inclusive a forma de medição dos principais exames existentes, como TOEFLS e IELTS, por exemplo.

É muito comum ter mais facilidade em um ou outro desses pontos. Mas o ideal é investir em cada um deles de forma dedicada. Assim você garante um conhecimento consistente em inglês.

Um erro que também pode estar entre as armadilhas para quem está estudando inglês é dar foco apenas naquelas habilidades que mais gosta. Por exemplo, vamos supor que você é uma pessoa que se comunica oralmente com muita facilidade em inglês. Isso é sim muito importante e pode abrir muitas portas profissionais. Ponto para você!

Mas não é estranho se depois de “deitar” no speaking você compartilha que não sabe como escrever as palavras que fala? Se seu chefe pedir para redigir um e-mail (sem a ajuda do Google tradutor), o esperado é que você consiga fazer – e não se desesperar?

Esse é só um exemplo, mas que reflete como é importante dar atenção para as 4 habilidades de forma geral. Elas são sinérgicas e se você quiser dominar o idioma para valer, vai ter que saber se comunicar bem em todas elas.

Portanto, para não cair nesse buraco, esteja sempre atento aos pontos fortes e fracos – e dedique-se para melhorar as fraquezas. Trabalhe esses aspectos e perceba que é possível progredir em todos eles!

Conclusão

Agora você já conhece algumas das principais armadilhas para quem está estudando inglês. Então, esteja atento e evite cada uma delas. O conhecimento pode ser um verdadeiro aliado para quem quer vencer essa situação e seguir progredindo no idioma.

E você, conhece outras pessoas que estão nessa empreitada também? Então que tal compartilhar o conteúdo nas redes sociais e marcar cada um deles nos comentários? Uma boa ideia, não é mesmo? Nos encontramos por lá!

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